Grave situação de poluição em Martingança (Alcobaça) provocada pela empresa Martelha
Ciências Humanas e Sociais

Grave situação de poluição em Martingança (Alcobaça) provocada pela empresa Martelha


Nota prévia: esta informação chegou-nos por via do correio electrónico, e fazemos aqui a sua divulgação em total solidariedade com os moradores de Martingança


Alguns moradores de Martingança, Alcobaça, dizem “viver no inferno” com a poluição libertada pela empresa Martelha, que em 2002 recebeu o prémio do ambiente ‘Inova Leiria’, que os impede de usufruir do sossego diário.

As principais queixas dos moradores prendem-se com partículas poluentes libertadas pela chaminé da empresa, que são levadas pelo vento para as habitações, deixando-as cobertas de resíduos negros, para além do cheiro a um produto químico e dos prejuízos causados na agricultura.

Elisabete Marques, ex-emigrante que desde 2007 residente numa vivenda a poucos metros da fábrica, é uma das moradoras que se diz revoltada com a poluição provocada pela fábrica, que a impede de estender roupa, de ter os estores abertos e a sujidade acumulada nos muros e nos portões exteriores, que a obriga a limpezas constantes.“Não posso ter nem as portas nem as janelas abertas, para além de passar os dias a limpar, porque fica tudo coberto de partículas negras”, lamenta a moradora, realçando que a poluição é proveniente da combustagem de nafta e do carvão do forno da empresa que “queima tudo o que está à volta”.

Os moradores queixam-se ainda do cheiro - uma “espécie de enxofre”-, que paira no ar, mais intenso nuns dias do que noutros, que poderá causar problemas de saúde. “Vivo diariamente num inferno, numa zona que procurei pelo sossego, e tenho passado um autêntico calvário”, acrescenta Elisabete Marques.

Valentim Ribeiro, morador há mais de uma década a poucos metros da fábrica, queixa-se igualmente da poluição provocada pela Martelha, apontando como solução o investimento num sistema de filtragem “mais eficaz” e a utilização de gás natural em detrimento da nafta e do carvão.

“Toda a gente sabe que não se consegue eliminar a totalidade da poluição, mas reduziria em muito. A colocação de filtros é , do meu ponto de vista, a solução mais eficaz”, afirma o morador.

Abaixo-assinado subscrito por 60 moradores

Um abaixo-assinado com 60 assinaturas foi enviado, em Setembro do ano passado, à Câmara de Alcobaça, ao Ministério do Ambiente e à Quercus, dando-lhe conta dos problemas provocados pela empresa, mas sem resultados práticos.
O Ministério do Ambiente respondeu à reclamação dos moradores, informando-os de que no último relatório de monitorização das emissões foi “detectada uma elevada depreciação da chaminé” por “apresentar problemas”. Em Fevereiro deste ano, refere o documento do Ministério do Ambiente, foi feita uma fiscalização para verificação das ocorrências denunciadas, “tendo-se verificado que as obras de melhoramento da chaminé estavam concluídas e em conformidade com o projecto apresentado”.
Depois de feita a monitorização, os fiscais do Ministério concluíram que “todos os valores dos parâmetros analisados se encontram inferiores aos limites impostos pela legislação em vigor”.



A situação de grave poluição atmosférica provocada pela fábrica Martelha - Martingança (Alcobaça/Leiria) é sobejamente conhecida das autoridades competentes (Ministério do Ambiente), mas continua a ser ignorada.

Com efeito, é alegado que a fábrica respeita os valores de partículas em suspensão. No entanto toda a vegetação em redor encontra-se queimada, o ar é irrespirável em certos dias (cheiro a enxofre), as casas e vegetação no seu exterior têm uma película negra de partículas que se depositam no chão, nas grades, nas folhas. Estas partículas corroem a pintura, queimam as árvores.
Há, inclusive, o receio que os produtos que utilizam para queimar possam constituir uma grave perigo para as pessoas e os animais dado que as partículas se depositam nas hortas, e o ar está contaminado.

Existe muita documentação que prova que a fábrica polui e provoca estragos na natureza e nas casas, deixando as pessoas desesperadas por não poderem recorrer a ninguém para ajudar a resolver este assunto, dado que as autoridades dizem que não há nada a fazer, nomeadamente:
- abaixo assinado da população;
- videos;
- partículas (basta varrer as varandas e exteriores das casas para apanhar o pó negro deixado pela queima do produto utilizado pela Martelha);
- presencialmente é possível verificar a poluição (visualmente e pelo cheiro a enxofre);
- correios trocados com o ministério e a câmara municipal de alcobaça;
- fotos.

Na era da ecologia e da protecção do ambiente, esta situação é intolerável.

A poluiçao continua (principalmente ao fim de semana e durante a noite, como por acaso...), e as autoridades competentes dizem que a fábrica cumpre as normas em vigor. As mediçoes sao feitas pela fábrica e transmitidas às instituiçoes competentes (ministério do ambiente), ora esta situaçao parece-nos anormal: quem deveria de forma independente medir as emissoes da fábrica? A própria fábrica???


Porque é que as emissoes sao mais fortes durante o fim de semana e durante a noite? Será que as mediçoes tomam em conta as 24h do dia (a fábrica produz e queima 24h/24h)? ou as 8/12h do dia? se assim for, obviamente está totalmente errada a mediçao. Se a mediçao for feita durante as 24h, porque é que fica tudo negro e as instituiçoes competentes dizem que nao há poluiçao? Porque é que a fábrica de Alcogulhe (com a mesma actividade e a poucos km da Martingança) nao polui como a Martelha? Porque é que esta fábrica está às normas e a Martelha nao? Que produtos queima a Martelha? Se estas emissoes queimam a vegetaçao em redor da fábrica, o que nao faz à saúde das pessoas que comem a horta criada nas redondezas?



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